domingo, 6 de setembro de 2009

Webjornalismo Participativo

"Webjornalismo Participativo: Uma análise sobre os seus conceitos e características", esse foi o tema da minha monografia. O assunto é muito novo e bastante polémico. Assistam esse mini-documentário (muito interessante), sobre esse inovador formato de jornalismo na web. Nele só aparecem os feras no assunto aqui do Brasil, pena que Carlos Castilho (ADORO ELE) do Observatório da Imprensa não conste no vídeo :(


segunda-feira, 17 de agosto de 2009

BAHIA


Senti saudades de ti, minha Bahia:
Saudade das tuas cores,
Das tuas meninas,
Os negros tão lindos.
Tesouro sem fim.
Saudade do mar, da alegria,
Dos teus rituais,
Que desperta desejo em mim.
E todos perguntam: O que é que a baiana tem?
Tem vida, alegria, mente e batida.
Tem ginga, jeito, pretexto e remelexo.
Tem sentimento
Sentido, sem sentido, contido...
Apenas saudade.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

HUMOR SÉRIO

Como pedir uma pizza em 2015
Luiz Fernando Veríssimo



* Telefonista: Pizza Hot, boa noite!

* Cliente: Boa noite! Quero encomendar pizzas...

* Telefonista: Pode me dar o seu NIDN?

* Cliente: Sim, o meu número de identificação nacional é 6102-1993-8456-54632107.

* Telefonista: Obrigada, Sr.Lacerda. Seu endereço é Avenida Paes de Barros, 1988 ap. 52 B, e o número de seu telefone é 5494-2366, certo? O telefone do seu escritório da Lincoln Seguros é o 5745-2302 e o seu celular é 9266-2566.

* Cliente: Como você conseguiu essas informações todas?

* Telefonista: Nós estamos ligados em rede ao Grande Sistema Central.

* Cliente: Ah, sim, é verdade! Eu queria encomendar duas pizzas, uma de quatro queijos e outra de calabresa...

* Telefonista: Talvez não seja uma boa idéia...

* Cliente: O quê?

* Telefonista: Consta na sua ficha médica que o Senhor sofre de hipertensão e tem a taxa de colesterol muito alta. Além disso, o seu seguro de vida proíbe categoricamente escolhas perigosas para a sua saúde.

* Cliente: É você tem razão! O que você sugere?

* Telefonista: Por que o Senhor não experimenta a nossa pizza Superlight, com tofu e rabanetes? O Senhor vai adorar!

* Cliente: Como é que você sabe que vou adorar?

* Telefonista: O Senhor consultou o site 'Recettes Gourmandes au Soja' da Biblioteca Municipal,dia 15 de janeiro, às 4h27minh, onde permaneceu conectado à rede durante 39 minutos.
Daí a minha sugestão...

* Cliente: OK está bem! Mande-me duas pizzas tamanho família!

* Telefonista: É a escolha certa para o Senhor, sua esposa e seus 4 filhos, pode ter certeza.

* Cliente: Quanto é?

* Telefonista: São R$ 49,99.

* Cliente: Você quer o número do meu cartão de crédito?

* Telefonista: Lamento, mas o Senhor vai ter que pagar em dinheiro. O limite do seu
cartão de crédito já foi ultrapassado.

* Cliente: Tudo bem, eu posso ir ao Multibanco sacar dinheiro antes que chegue a pizza.

* Telefonista: Duvido que consiga! O Senhor está com o saldo negativo
no banco.

* Cliente: Meta-se com a sua vida! Mande-me as pizzas que eu arranjo o dinheiro. Quando é que entregam?

* Telefonista: Estamos um pouco atrasados, serão entregues em 45 minutos. Se o Senhor estiver com muita pressa pode vir buscá-las, se bem que transportar duas pizzas na moto não é aconselhável, além de ser perigoso...

* Cliente: Mas que história é essa, como é que você sabe que eu vou de moto?

* Telefonista: Peço desculpas, mas reparei aqui que o Sr. não pagou as últimas prestações do carro e ele foi penhorado. Mas a sua moto está paga, e então pensei que fosse utilizá-la.

* Cliente: @#%/§@&?#>§/%#!!!!!!!!!!!!!

* Telefonista: Gostaria de pedir ao Senhor para não me insultar... Não se esqueça de que o Senhor já foi condenado em julho de 2006 por desacato em público a um Agente Regional.

* Cliente: (Silêncio)

* Telefonista: Mais alguma coisa?

* Cliente: Não, é só isso... Não, espere... Não se esqueça dos 2 litros de Coca-Cola que constam na promoção.

* Telefonista: Senhor, o regulamento da nossa promoção, conforme citado no artigo 3095423/12, nos proíbe de vender bebidas com açúcar a pessoas diabéticas...

* Cliente: Aaaaaaaahhhhhhhh!!!!!!!!!!!
Vou me atirar pela janela!!!!!

* Telefonista: E machucar o joelho? O Senhor mora no andar térreo!

Rápida Apresentação Sobre Assessoria de Imprensa


A Assessoria de Imprensa (AI) é uma atividade que surge da necessidade de mediação entre a organização geradora de informação, a mídia e o público. Foi inicialmente vista com desconfiança, hoje responde por 40% da ocupação dos profissionais da comunicação.
No mundo globalizado, onde a concorrência é altamente competitiva, as empresas precisam divulgar seus produtos bem como apresentar uma boa imagem deles, para isso a AI utiliza métodos próprios de divulgação indireta, pois veicula a propaganda do seu produto através de noticias, porém a AI não é apenas uma atividade dirigida às empresas, mas sim, a organizações políticas, religiosas, sociais, dentre outras.
O trabalho da AI, desempenha duas atividades fundamentais: Fornece notícias, em busca de ocupar espaços na mídia com assuntos de seu interesse; segundo, leva informação direta aos jornalistas. Assim para estar presente na mídia, o assessor não foge a regra da atividade jornalística, ele também busca a notícia.
Uma critica se faz necessário, apesar da prática de imparcialidade ser impossível, as matérias jornalísticas de órgãos de imprensa tem como finalidade sua busca e por isso procura variadas fontes, enquanto a AI, vai produzir a informação apenas que compete aos interesses da organização da qual representa.
O trabalho da AI, não se torna mais fácil pelo fato de não ter um cunho investigativo, pelo contrário, a assessoria terá de atender aos interesses da empresa e, além disso, seguir os critérios da redação atendendo aos padrões dos editores e despertar a curiosidade do leitor utilizando o imediatismo (relatando o fato recente) e o ineditismo (seguindo o preceito de que o fato narrado é desconhecido).
Para o assessor de imprensa fica seu maior desafio que é criar situações de impacto que serão absorvidas pela mídia.

domingo, 31 de maio de 2009

Breve comentário sobre o texto: Como Potencializar o Trabalho de sua Assessoria de Imprensa


Para que um trabalho de Assessoria de Imprensa (AI) seja realizado de forma consistente e positiva é necessário que a via de mão dupla esteja em continuo processo de colaboração, ou seja, tanto o assessor quando o seu assessorado precisam corresponder às exigências e habilidades que lhe são competentes.
A grande dificuldade encontrada nessa relação é a confiança. A recente profissionalização dessa atividade, que para muitos ainda se confundem com os mecanismos que o marketing utiliza (sendo esse um grande equívoco, uma vez que o jornalismo produz noticias a serviço da sociedade e o marketing transmite a mensagem de um patrocinador com o objetivo de vender algo) é uma das explicações possíveis para a falta de credibilidade nessa relação.
Se por um lado quem contrata os serviços de uma AI necessita acompanhar seu desempenho, medir e cobrar resultados, do outro é preciso ter a certeza da confiança e acima de tudo da colaboração. Acatar a estratégia de comunicação traçada pela assessoria de imprensa para determinado fato relevante e, no momento da execução, “atropelar” o projeto com ações opostas às que haviam sido previamente planejadas; passar a informação a jornalistas sem o conhecimento prévio da assessoria e esperar que a assessoria tenha total controle do que será publicado sobre a fonte em espaço editorial, são atitudes extremamente prejudiciais da parte do assessorado que podem acarretar em descrédito da assessoria e da própria fonte.
Características que devem ser cultivadas pelo profissional de assessoria:Manter bons contatos nos veículos de comunicação;
Ter credibilidade na imprensa;
Criatividade para gerar pautas e despertar o interesse jornalístico, dentre outras
Maneiras de medir resultados:
Realização de pesquisas para avaliar como a comunicação do assessorado é percebida pelos jornalistas;
Análise de conteúdos editoriais;
Por último e não menos importante, o recado de que quantidade de inserções na mídia não significa qualidade!!! É necessário antes de tudo avaliar em qual espaço o assessorado é mencionado e de que forma.

domingo, 24 de maio de 2009

Sobre Sonhos


Poucas certezas são dadas em relação ao fenômeno dos sonhos, apesar do encontro com ele ser efetuado a cada vez que dormimos (mesmo que você não se lembre deles). Na antiguidade eram vistos como mensagens divinas e poderiam indicar a cura para doenças. Para Aristóteles, pensador que viveu no século IV a.C, o sonho não passava da manifestação da mente, para a época esse era um posicionamento incomum.
Somente do século XIX ver os sonhos como interpretação do sobrenatural começou a ser refutado. Nesse período surgem figuras como Darwin afirmando que os animais também sonham (A origem das Espécies, 18590), a psicóloga americana Mary Calkins com a descoberta de que a maioria dos sonhos acontece na segunda metade do sono e 89% dos relatos colhidos tinham relação direta com os eventos do dia anterior (Estatísticas dos Sonhos, 1893), porém o rompimento só foi consolidado com Sigmund Freud, em sua obra A interpretação dos Sonhos, 1900. Freud percebia os sonhos como uma válvula de escape da realidade que cerca as pessoas, atribuindo a eles um caráter simbólico formado pelo processo de condensação e deslocamento, que servem para distorcer o desejo reprimido e driblar nossa censura.
A fim de versarmos sobre o mundo dos sonhos e suas tantas lacunas, conversamos com o psicólogo, Gilvan Melo, que trabalha com a psicologia escolar e clínica, abordando fundamentalmente a Logoterapia, ou seja, um sistema teórico criado pelo psiquiatra Viktor Frankl onde a busca de sentido na vida é a principal razão da existência humana.
Perguntado sobre o que significa o processo onírico, Gilvan citou dois pesquisadores. Para Viktor Frankl o sonho pode indicar caminhos para esse encontro com o sentido da vida de cada indivíduo e para Carl Gustav Jung, um discípulo de Freud que deixou seus ensinamentos e criou sua própria teoria, o sonho é um mecanismo compensatório da psique onde a realização de desejos reprimidos é apenas um aspecto dessa compensação.
Segundo Gilvan ao dormimos passamos por cinco fases distintas, das quais variamos entre sono leve, médio e profundo. Foi em relação a essas fases que em 1953, Nathaniel Kleitman e seu aluno Eugene Aserinsky, revolucionaram o mundo dos sonhos ao descobrirem que durante essas várias etapas do sono, nós mexemos os olhos como se estivéssemos acordados. Esse processo é batizado como o sono REM, sigla inglesa que significa “movimento rápido dos olhos”.
Gilvan citou ainda que a sensação de controle do sonho é possível psicologicamente, pois nesse processo ocorre uma manobra do consciente sobre as imagens dominadas pelo inconsciente, o chamado sonho lúcido. Quanto à curiosidade sobre o processo onírico dos cegos, Gilvan afirma que por não possuírem as referências visuais, os cegos recheiam seus sonhos dos outros sentidos e assim podem formar imagens mentais relativas ao espaço. Já quem nasce com a visão e a perde por alguma razão pode ter sonhos com imagens durante a vida toda.